Abrasão Química ou Mecânica da Pele – Peeling


 

Esta conduta atualmente ocupa um lugar de destaque dentre as demais indicações de cirurgia estética. Talvez pelo fato de institutos leigos terem proliferado, dedicando-se a tratamentos dermatológicos com fins estéticos, ou mesmo pela maior conscientização das pacientes e cirurgiões quanto aos resultados oferecidos, atualmente a abrasão química ou mecânica da pele é bastante ponderada antes de ser indicada, levando-se em consideração a análise de fatores como:

a)Irregularidade da pele e sua causa: seqüela de espinhas, varíola, cicatrizes leves, micro-sulcos, etc.
b)Tipo étnico do(a) paciente: as pessoas de pele morena ou orientais são mais propícios às complicações tipo “manchas”. Daí, a menor incidência de sua indicação em países tropicais (Brasil, etc.).
c)Tipo de atividade profissional do(a) paciente.
d)Presença de fatores locais que contra-indiquem o ato (barba irritável, espinhas ativas, irregularidade na superfície cutânea muito acentuada, presença de discromias em outras áreas, cicatrizes inestéticas, etc.)
e) Motivação do (a) paciente.

A abrasão poderá ser indicada em 1 ou mais sessões , com intervalos variáveis de acordo com o caso. Poderá ser realizada sob anestesia local ou geral (abrasão mecânica), ou mesmo sob sedação (abrasão química).

Durante um período de 3 meses, deverá ser evitada a exposição ao sol, a fim de se evitar o aparecimento de manchas na pele. Atualmente quase não se indica a abrasão da face simultaneamente à cirurgia do rejuvenescimento. Geralmente se recomenda um intervalo de 3 meses entre uma conduta e outra. Raros casos (ruga de lábios) são feitos simultaneamente.

Tratando-se de conduta que exige o esclarecimento de detalhes sobre o resultado a ser oferecido, normalmente solicita-se dos (as) pacientes que exponham todas suas dúvidas durante a primeira consulta.

A relatividade do resultado deverá ser assumida, para fins de decisão da intervenção, pelo(a) próprio(a) paciente, juntamente com seu cirurgião.