É uma das mais comuns, dentre as cirurgias estéticas, pois, além de ser indicada para melhorar o aspecto estético da mama, também é indicada como recurso complementar no tratamento profilático de certas doenças da mama (casos especiais) e como prevenção de problemas causados por mamas muito grandes.
Não conhecemos qualquer método de ginástica ou tratamento clínico ou massagens, capaz de aumentar ou diminuir o busto. Somente a Cirurgia Plástica pode proporcionar resultados efetivos e mais duradouros.
Também as mamas flácidas e caídas somente obtém resultados eficazes com a cirurgia. Já pacientes com doenças benignas das mamas, tais como a Displasia Mamária ou Doença Fibrocística da Mama, podem obter alguma melhora com tratamento clínico adequado. Mas também nestes casos, a cirurgia pode proporcionar um resultado satisfatório.
Como as condições pré e pós-operatórias destas cirurgias são aproximadamente as mesmas, vamos tratar simultaneamente de todos os 4 grupos.
Assim é que, as perguntas mais freqüentes sobre esta cirurgia são:
P: A CIRURGIA ESTÉTICA DAS MAMAS DEIXA CICATRIZES?
R: Felizmente esta cirurgia permite-nos colocar as cicatrizes bastante disfarçadas (em “T”, em “L”, “I”, periareolar, etc.), o que é muito conveniente nos primeiros meses. Para melhor esclarecê-la sobre a evolução cicatricial, vamos relatar os diversos períodos pelos quais as cicatrizes passarão:
a) PERÍODO IMEDIATO: Vai até o 30º dia e apresenta-se com aspecto excelente e pouco visível. Alguns casos apresentam uma discreta reação aos pontos ou ao curativo.
b) PERÍODO MEDIATO: Vai do 30º dia até o l2º mês. Neste período haverá um espessamento natural da cicatriz, bem como uma mudança na tonalidade de sua cor, passando do “vermelho para o marrom” que vai, aos poucos, clareando. Este período, o menos favorável da evolução cicatricial, é o que mais preocupa as pacientes. Como não podemos apressar o processo natural de cicatrização, recomendamos às pacientes que não se preocupem, pois o período tardio se encarregará de diminuir os vestígios cicatriciais.
c) PERÍODO TARDIO: Vai do 12º ao l8º mês. Neste período a cicatriz começa a tornar-se mais clara e menos consistente atingindo, assim, o seu aspecto definitivo. Qualquer avaliação do resultado definitivo da cirurgia das mamas deverá ser feita após este período.
P: ONDE SE LOCALIZAM AS CICATRIZES?
R: Dependendo da técnica empregada, poderemos ter variações quanto às cicatrizes. Normalmente existem vários tipos de cicatrizes, dependendo do tipo da mama a ser operada. Assim é que o cirurgião poderá lhe propor cicatriz em ”L”, em “I”, “periareolar”ou cicatrizes situadas em forma de “T” invertido, na parte inferior da mama. Aquela situada em torno da aréola fica bastante disfarçada pela própria condição de transição de cor entre a aréola e a pele normal. Com o decorrer do tempo (vide item anterior), as cicatrizes vão ficando bastante disfarçadas, chegando mesmo à quase invisibilidade em certos casos.
P: OUVI DIZER QUE ALGUMAS PACIENTES FICAM COM CICATRIZES MUITO VISÍVEIS. POR QUE ISSO ACONTECE?
R: Certas pacientes apresentam tendência à cicatrização hipertrófica ou ao quelóide. Esta tendência, entretanto, poderá ser prevista, até certo ponto, durante a consulta inicial, quando lhe fazemos uma série de perguntas sobre sua vida clínica pregressa, bem como características familiares, que muito ajudam quanto ao prognóstico das cicatrizes. Pessoas de pele clara têm menor probabilidade de sofrer desta complicação cicatricial hipertrófica. Porém mesmo com todo cuidado durante a consulta, não podemos afirmar que a paciente não terá uma cicatriz hipertrófica ou queloidiana, pois depende de fatores genéticos.
P: EXISTE CORREÇÃO PARA CICATRIZES HIPERTRÓFlCAS?
R: Vários recursos clínicos e cirúrgicos nos permitem melhorar cicatrizes inestéticas, na época adequada. Não se deve confundir entretanto, o “período mediato” da cicatrização normal (do 30º dia até o 12º mês) como sendo uma complicação cicatricial. Qualquer dúvida a respeito da sua evolução deverá ser esclarecida conosco e nunca com terceiros que, como você, “também estão apreensivos quanto ao resultado final”.
P: COMO FICARÃO MINHAS NOVAS MAMAS, EM RELAÇÃO AO TAMANHO E CONSISTÊNCIA?
R: As mamas podem ter seu volume reduzido através da cirurgia; além disso sua consistência e forma também são melhoradas com uma intervenção. Assim é que, para os casos de redução de volume e levantamento de sua posição, podemos optar por vários volumes, dentro das possibilidades que a mama original nos permita planejar, sem comprometê-la futuramente. Aqui, como no caso do aumento do volume, deverão ser equilibradas as proporções entre o volume da nova mama e o tamanho do tórax da paciente a fim de obtermos maior harmonia estética salvo quando a paciente solicitar uma mama avantajada para o tórax ou o contrário. Nessa ocasião a flacidez e a forma da mama original são corrigidas; entretanto, “as novas mamas” passam por vários períodos evolutivos:
a) PERÍODO IMEDIATO: Vai até o 30º dia. Neste período, apesar das mamas apresentarem-se com seu aspecto bem melhorado, sua forma ainda está aquém do resultado planejado, pois, até que se atinja a forma definitiva, surgem “pequenos defeitos” aparentes iniciais (inevitáveis em todos os casos), que tendem a desaparecer com o decorrer do tempo. Lembre-se desta observação: Geralmente nenhuma mama fica “perfeita” no pós-operatório imediato.
b) PERÍODO MEDIATO: Vai do 30º dia até o 8º mês. Neste período, a mama começa a apresentar uma evolução que tende à forma definitiva. Não são raros neste período uma certa insensibilidade ou hipersensibilidade do mamilo, além de maior ou
menor grau de “inchaço” das mamas; além disso, sua forma está aquém da definitiva. Apesar de certa euforia da maioria das pacientes, já neste período, o resultado ficará melhor ainda, pois isto será a característica do 3º período (tardio).
c) PERÍODO TARDIO: Vai do 8º ao 18º mês. É o período em que a mama atinge seu aspecto definitivo (cicatriz, forma, consistência, volume, sensibilidade). É neste período que costumamos fotografar os casos operados, afim de compará-los com o aspecto pré-operatório de cada paciente. Tem grande importância, no resultado final, o grau de elasticidade da pele das mamas bem como o volume conseguido. O equilíbrio entre ambos varia de caso para caso.
P: EM QUANTO TEMPO ATINGIREI O RESULTADO DEFINITIVO?
R: Apesar do resultado imediato ser muito bom, somente entre o 12º e 18º mês é que as mamas atingirão sua forma definitiva (vide item anterior).
P: QUAL O TIPO DE TRAJE DE BANHO QUE PODEREI USAR APÓS A CIRURGIA?
R: No período mediato e tardio qualquer tipo de traje, de uma ou duas peças, desde que a peça superior não fique muito justa. É claro que, após o amadurecimento das cicatrizes os maiôs poderão ser mais “generosos”, a seu critério. Nas grandes reduções mamárias, entretanto, a cicatriz horizontal é um pouco mais extensa o que determinará a escolha do maiô que melhor disfarce sua presença.
P: NO CASO DE NOVA GRAVIDEZ, O RESULTADO PERMANECERÁ OU FICARÁ PREJUDICADO?
R: O seu ginecologista lhe dirá da conveniência ou não de nova gravidez. Quanto ao resultado, poderá ser preservado, desde que aquele especialista controle seu aumento de peso na nova gestação. Geralmente não há problema, em caso de nova gravidez.
P: QUANTO TEMPO DEPOIS DA CIRURGIA, PODE A PACIENTE SE ENGRAVIDAR?
R: Recomendamos sempre que se aguarde 1 ano, depois da cirurgia.
P: A CIRURGIA DA MAMA INTERFERE NA LACTAÇÃO OU NA SENSIBILIDADE DA MAMA?
R: Tanto a Redução como o Aumento preservam todas as funções da mama. Lactação e sensibilidade são portanto, plenamente mantidas, desde que estas condições já existiam antes da cirurgia. Logo após a cirurgia, haverá uma redução da sensibilidade – o que aliás, ocorre em quase todas as cirurgias, na região operada – mas aos poucos ela irá retornando, até atingir total normalidade.
Em casos excepcionais, de mamas enormes, pode ser indicada a realização de uma técnica que interrompe a lactação, mas geralmente isto só ocorre em pacientes mais idosas, nas quais já não tem mais sentido esta função.
Na cirurgia em que se remove a glândula, para tratamento de uma doença benigna, a função de lactação será obviamente suprimida.
P: QUAL A INCIDENCIA DE CANCER EM PACIENTES QUE FAZEM PLASTICA DE MAMA?
R: A mesma incidência, ou até mesmo menor, que nas pessoas não operadas.
Dizemos menor porque, com a remoção de parte de tecido mamário, retira-se conseqüentemente, partes em que poderia se instalar- ou até mesmo já estar instalado- o câncer, reduzindo-se pois suas probabilidades.
A Cirurgia Plástica das Mamas, ao contrário do que algumas pessoas leigas dizem, não tem pois qualquer relação com o aparecimento de câncer nesta região.
P: AS DORES NAS COSTAS DESAPARECEM COM A REDUÇÃO DAS MAMAS?
R. Quando estas dores são ocasionadas por um tamanho exagerado do busto, ou por mamas muito caídas- e geralmente o são- a cirurgia proporciona um alívio quase sempre total.
P: EM TODAS ESTAS CIRURGIAS O BUSTO FICA COM UMA FORMA BEM NATURAL?
R: Sim. Esta é uma grande preocupação da cirurgia: dar uma forma bem natural.
É importante porem que se saiba, que também no tórax, existe uma diferença do lado direito para o esquerdo.
A maioria das clientes apresentam uma mama maior do que a outra, ou uma mais caída do que a outra. A própria implantação da mama no tórax difere de um lado para o outro: base mais larga do que a outra, mais alta ou mais baixa do que a do lado oposto.
Portanto, após a cirurgia, é possível que permaneça alguma assimetria ainda que se procure corrigi-la totalmente. Quando isto ocorre, é em função de estruturas do tórax, que não puderam ser corrigidas na cirurgia. E esta assimetria, poderá ser não só de forma, mas também de consistência, dependendo da diferença de conteúdo mamário antes da cirurgia.
Obviamente esta assimetria poderá melhorar com o tempo, se a sua causa for a cicatrização interna que após sua maturação, permitira melhor mobilidade das mamas.
P: O PÓS-OPERATÓRIO DA CIRURGIA MAMÁRIA É DOLOROSO?
R: Em geral não, desde que você obedeça às instruções médicas, principalmente no que tange à movimentação dos braços, esforços e demais cuidados nos primeiros dias.
P: HÁ PERIGO NESTA OPERAÇÃO?
R: Raramente a cirurgia plástica mamária sofre complicações sérias. Isto se deve ao fato de se preparar devidamente cada paciente, além de ponderarmos sobre a conveniência de associação desta cirurgia, simultaneamente a outras. O perigo não é maior ou menor que viajar de avião, automóvel, ou atravessar uma via pública.
P: QUAL O TIPO DE ANESTESIA UTILIZADA?
R: Anestesia geral, ou local com sedação assistida, em casos muito especiais, a critério do cirurgião.
P: QUANTO TEMPO DURA O ATO CIRÚRGICO?
R: Dependendo de cada tipo de mama, a média é de 3 horas.
P: QUAL O PERÍODO DE INTERNAÇÃO?
R: Geralmente 24 horas.
P: SÃO UTILIZADOS CURATIVOS?
R: Sim. Curativos elásticos e modeladores, especialmente adaptados a cada tipo de mama. São trocados periodicamente.
P: QUANDO SÃO RETIRADOS OS PONTOS?
R: São retirados em torno do 7º ao 10º dia, sem maiores incômodos.
P: QUANDO TOMAREI BANHO COMPLETO?
R: Geralmente, após 6 dias. Alguns casos poderão determinar cuidados sobre a área operada, sendo então, recomendo evitar o umedecimento sobre essa área por 8 a 10 dias.
P: QUAL A EVOLUÇÃO PÓS-OPERATÓRIA?
R: Você não deve esquecer que, até que se atinja o resultado almejado, as mamas passarão por diversas fases (ver itens “1” e “5”). Se lhe ocorrer a preocupação no sentido de “desejar atingir o resultado definitivo antes do tempo previsto”, não faça disso motivo de sofrimento: tenha a devida paciência, pois, seu organismo se encarregará espontaneamente de dissipar todos os transtornos imediatos que, infalivelmente chamarão a atenção de alguma amiga, que não se furtará a observação: “será que isso vai desaparecer mesmo?”. É evidente que toda e qualquer preocupação de sua parte deverá ser a nós transmitida. Para sua tranqüilidade, daremos os esclarecimentos necessários ou nos empenharemos para que se atinja o resultado almejado.
P: QUANDO PODEREI RETORNAR A MINHA GINÁSTICA?
R: Geralmente após 30 dias para exercícios de perna e 60 dias para braços e abdominais.
RECOMENDAÇÕES SOBRE A CIRURGIA ESTÉTICA REDUTORA DAS MAMAS
A) RECOMENDAÇÕES PRÉ-OPERATÓRIAS:
1) Comunicar-se conosco até dois dias antes da operação, em caso de gripe, indisposição, febre ou outra anormalidade qualquer.
2) Internar-se no hospital indicado na Guia de Internação, obedecendo ao horário estabelecido.
3) Em jejum absoluto (nem mesmo água) desde às 22:00h do dia anterior
4) Evitar bebidas alcoólicas ou refeições muito pesadas na véspera da cirurgia.
5) Evitar todo e qualquer medicamento para emagrecer, que eventualmente esteja utilizando, por um período de 7 dias antes do ato cirúrgico. Isto inclui também os diuréticos e aspirina e derivados do ácido acetilsalicílicos.
6) Programe suas atividades sociais, domésticas, profissionais ou escolares, de modo a não se tornar indispensável a terceiros, por um período de aproximadamente 21 dias.
7) Não usar absorvente higiênico tipo O.B e sim o normal.
8) Vá acompanhada para se internar.
B) RECOMENDAÇÕES PÓS-OPERATÓRlAS:
1) Evite esforços nos 14 primeiros dias.
2) Não movimente os braços em excesso. Obedeça as instruções que lhe serão dadas por ocasião da alta hospitalar, relativas à movimentação dos membros superiores.
3) Evite molhar o curativo, até que seja autorizada a fazê-lo.
4) Não se exponha ao sol ou friagem, até segunda ordem.
5) Siga rigorosamente as prescrições médicas.
6) Alimentação normal (salvo casos específicos que receberão a devida orientação).
7) Volte ao consultório para curativos subseqüentes e controle pós-operatório nos dias e horários estipulados.
8) Consulte este Folheto de Instruções quanto à evolução pós-operatória, tantas vezes quanto necessário.
9) Provavelmente você estará se sentindo tão bem a ponto de esquecer-se que foi operada recentemente. Cuidado! Esta euforia pode levá-la a fazer esforços prematuros, o que determinará certos transtornos.
10) Não se preocupe com as formas intermediárias nas diversas fases. Tire conosco suas eventuais dúvidas

